Cresce o número de brasileiros que preferem pagar menos impostos do que receber como contrapartida serviços públicos gratuitos, mostra pesquisa Datafolha. O levantamento aponta que 50% dos entrevistados querem pagar menos tributos, ante 44% que afirmaram preferir acesso grátis a serviços como saúde e educação.
Em 2022, quando o Datafolha fez pesquisa semelhante, 46% preferiam pagar menos impostos e 48% queriam pagar mais impostos tendo como contrapartida serviços gratuitos.
Na pesquisa divulgada agora, quando a divisão é por gênero, os homens (56%) preferem pagar menos impostos. Entre mulheres, 44% afirmaram que preferem pagar menos impostos, e 50% por pagar mais.
Na divisão da pesquisa entre eleitores, 35% dos que afirmam votar em Luiz Inácio Lula da Silva preferem pagar menos impostos, enquanto nos simpatizantes de Flávio Bolsonaro, o número sobe para 65%. Na preferência de pagar mais impostos e receber serviços públicos gratuitos, o porcentual é 59% nos eleitores de Lula e 29% nos do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A pesquisa foi realizada de forma presencial nos dias 17 e 18 de junho, com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais em 139 municípios. A margem de erro máxima para o total da amostra é de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95% – as margens são maiores nos recortes da população. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.
A Justiça Eleitoral do Rio Grande do Norte negou um pedido para cassar o mandato do deputado estadual Luiz Eduardo, em razão de sua saída do Solidariedade para o PL, em janeiro deste ano, antes da chamada janela partidária. Por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) julgou improcedente ação apresentada por Clayton Jadson Silva Rolim, conhecido como Soldado Jadson, primeiro suplente de deputado estadual pelo Solidariedade nas eleições de 2022.
No julgamento, a Corte reconheceu que houve justa causa para a desfiliação partidária e afastou a alegação de infidelidade que poderia resultar na perda do cargo parlamentar. O acórdão foi publicado nesta sexta-feira 3.
Em 2022, o Solidariedade recebeu, ao todo, 165.757 votos para deputado estadual e conseguiu obter duas cadeiras, com Cristiane Dantas (42.035 votos) e Luiz Eduardo (31.871). Soldado Jadson ficou na 1ª suplência, após conquistar 27.763 votos.
No Brasil, deputados estaduais são eleitos no sistema proporcional, o que significa que os mandatos pertencem, originalmente, aos partidos pelos quais os parlamentares são eleitos. A desfiliação de mandatários só é autorizada durante a chamada janela partidária (que este ano ocorreu entre março e abril). Fora deste prazo, a saída só é liberada se houver anuência da sigla pelo qual o deputado foi eleito.
Na ação, o suplente do partido sustentava que Luiz Eduardo deixou o Solidariedade sem uma justificativa juridicamente válida e alegava que a carta de anuência para desfiliação apresentada pelo deputado não teria eficácia. Segundo a ação, o documento teria sido inicialmente expedido pelo Diretório Estadual em desacordo com a Resolução Partidária nº 04/2023, que exigiria autorização da direção nacional da legenda. Com base nesse argumento, o suplente pediu a decretação da perda do mandato e, consequentemente, sua convocação para ocupar a vaga na Assembleia Legislativa.
Ao apresentar defesa, Luiz Eduardo argumentou que sua saída estava amparada pela anuência expressa do próprio partido, hipótese prevista no artigo 17, parágrafo 6º, da Constituição Federal após a Emenda Constitucional nº 111/2021. O parlamentar juntou ao processo uma carta assinada pelo presidente nacional do Solidariedade, na qual a legenda declarou não se opor à desfiliação, inclusive para fins de preservação do mandato eletivo. A defesa também apresentou posteriormente uma nova declaração do dirigente nacional para esclarecer a ausência da assinatura conjunta do vice-presidente nacional, formalidade prevista em norma interna da sigla.
Na avaliação do TRE-RN, a falta dessa segunda assinatura não foi suficiente para invalidar a autorização. Conforme registrado no voto, o presidente nacional do Solidariedade esclareceu que a ausência decorreu de “falha meramente formal, ocasionada por erro interno partidário” e ratificou integralmente o conteúdo da carta anterior, reiterando a concordância da legenda com a saída de Luiz Eduardo e a manutenção do mandato. Para o relator, a controvérsia levantada pelo suplente ficou restrita a uma questão formal interna, sem demonstração de vício capaz de comprometer a autenticidade ou a validade substancial da anuência partidária.
A decisão destacou que a Constituição passou a reconhecer expressamente a anuência do partido como fundamento para que um parlamentar eleito pelo sistema proporcional deixe a legenda sem perder o mandato. O acórdão também citou precedentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do próprio TRE-RN para sustentar que, quando a agremiação autoriza a desfiliação, não se caracteriza infidelidade partidária.
Outro elemento considerado relevante foi a postura do próprio Solidariedade durante o processo. Embora regularmente intimado, o partido não apresentou oposição à saída de Luiz Eduardo nem reivindicou para si o mandato em disputa. Para o relator, esse silêncio reforçou os documentos apresentados pela defesa e demonstrou o desinteresse da legenda em buscar a vaga atualmente ocupada pelo deputado. A decisão afirma que a circunstância evidencia “o completo desinteresse da agremiação em reivindicar o mandato eletivo de Deputado Estadual”.
Nesse ponto, o TRE-RN também afastou a possibilidade de o interesse individual do suplente prevalecer sobre a manifestação do partido que conquistou a vaga nas eleições de 2022. “Nessas condições, não se mostra possível admitir que a pretensão do suplente se sobreponha à autonomia partidária e à manifestação legítima de vontade externada pela própria legenda”, afirmou o juiz-relator Marcello Rocha Lopes, em seu voto. Segundo o entendimento adotado, a autonomia partidária inclui a prerrogativa de autorizar a saída de filiados sem reivindicar o cargo eletivo correspondente.
A Procuradoria Regional Eleitoral havia se manifestado pela procedência parcial do pedido, mas reconhecendo a existência de justa causa para a desfiliação e, portanto, sem perda do mandato. Ao final, o TRE-RN acompanhou parcialmente o parecer ministerial e rejeitou a pretensão de cassação. O colegiado concluiu que a carta assinada pelo presidente nacional do Solidariedade, somada à ratificação posterior e à ausência de oposição da própria legenda, constitui fundamento suficiente para preservar o mandato de Luiz Eduardo.
Uma cena inusitada marcou o último dia de entregas do governo federal antes do início das restrições impostas pelo período eleitoral. Enquanto criticava a ideia de que “pobre não gosta de coisa boa”, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mostrou o dedo do meio diante do público presente na cerimônia.
“Precisamos acabar com essa história de que o pobre não gosta de coisa boa. Aqui para eles”, disse o presidente, enquanto fazia o gesto obsceno em discurso no Palácio do Planalto nessa sexta-feira (4).
“Nós gostamos de coisa boa. Nós queremos é tudo de primeira: comida de primeira, roupa de primeira, viajar de primeira, dentista de primeira, médico de primeira. Acabar com essa bobagem”, continuou.
Lula ainda emendou com uma crítica a um discurso que atribuiu às elites de que o acesso a melhores condições de saúde depende da capacidade de pagamento.
“O rico fala: ‘eu tenho um bom plano de saúde, eu tenho bons médicos, porque eu pago’. Aqui, ele não paga porra nenhuma. Ele desconta do Imposto de Renda o que ele paga de plano de saúde. Se ele desconta do Imposto de Renda, quem paga somos nós”, afirmou o petista.
Na cerimônia, o Executivo anunciou entregas nas áreas de moradia, educação e saúde.
A partir deste sábado (4), três meses antes do primeiro turno das eleições, passam a valer as restrições previstas na legislação eleitoral para impedir o uso da máquina pública em benefício de candidaturas.
Entre as restrições estão limitações à publicidade institucional e à participação de agentes públicos em inaugurações de obras.
Como mostrou a CNN, o PT (Partido dos Trabalhadores) decidiu oficializar a candidatura de Lula à reeleição no dia 2 de agosto, em São Paulo.
O Programa CNH do Brasil alcançou a marca de 1.571.407 Carteiras Nacionais de Habilitação (CNH) emitidas em menos de um ano de funcionamento. O resultado, registrado entre dezembro de 2025 e 30 de junho de 2026, é o maior para o período desde a entrada em vigor do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), em 1998, e reflete a ampliação do acesso à habilitação com redução de custos e menos burocracia.
Os números refletem os resultados do modelo de formação de condutores implementado pelo Governo do Brasil. Desde o lançamento, até o fim de junho de 2026, foram registrados 7.600.835 requerimentos para a primeira carteira de motorista, o que revela uma procura inédita pelo processo de formação de condutores no país.
No mesmo período, foram feitos 3.813.196 exames médicos e psicológicos, que são etapas obrigatórias para avaliar as condições de saúde e aptidão dos candidatos.
Acesso facilitado A iniciativa expandiu o acesso à habilitação, independentemente da classe social. O modelo reduziu os custos para obtenção da carteira de motorista, simplificou as etapas do processo e manteve as avaliações exigidas para comprovar a aptidão dos candidatos.
Entre os principais avanços da CNH do Brasil está a oferta gratuita do curso teórico. Ao todo, 3.570.467 cursos teóricos foram realizados no país, gerando uma economia estimada de R$ 2.330.534.721,73 para os candidatos.
Na etapa seguinte, foram aplicados 1.888.134 exames teóricos. Já na formação prática, o país contabilizou 3.253.798 cursos de direção veicular e 3.092.668 exames práticos.
“O recorde de 1,5 milhão de emissões comprova que é possível facilitar a vida do cidadão com total segurança. Simplificamos o processo e garantimos uma economia de R$ 2,3 bilhões, sem abrir mão do rigor técnico nas avaliações. É um programa eficiente que concilia proteção no trânsito e inclusão social”, afirma o secretário Nacional de Trânsito, Adrualdo de Lima Catão.
Menos burocracia A redução das barreiras burocráticas, a ampliação das alternativas de formação e oferta do curso teórico gratuito abriram caminho para que milhões de brasileiros dessem início ao processo de habilitação.
O programa manteve os exames médicos e psicológicos, as provas teóricas e as avaliações práticas exigidas para obtenção da CNH. As mudanças concentraram-se na redução dos custos, na simplificação dos procedimentos e na ampliação da liberdade de escolha do cidadão sobre como realizar sua formação.
Os brasileiros voltaram a se identificar majoritariamente com a direita, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (3).
O levantamento aponta que 44% dos brasileiros com 16 anos ou mais se enquadram na direita ou centro-direita, enquanto 39% se identificam com a esquerda ou centro-esquerda. Outros 17% foram classificados como de centro.
O cenário representa uma inversão em relação a 2022, quando, durante o governo de Jair Bolsonaro, a esquerda somava 49% e a direita, 34%.
Segundo o instituto, é a primeira vez desde 2014 que a direita aparece numericamente à frente da esquerda. Naquele ano, durante o governo Dilma Rousseff (PT), a direita reunia 45% dos entrevistados, enquanto a esquerda registrava 35%.
A classificação não foi feita apenas com base na forma como os entrevistados se definem politicamente. Para chegar ao resultado, o Datafolha aplicou uma série de perguntas sobre valores sociais, culturais, políticos e econômicos.
Ao todo, foram dez perguntas sobre comportamento, envolvendo temas como armas, pobreza, criminalidade, homossexualidade e religião, e outras seis sobre economia, relacionadas a impostos e legislação trabalhista.
Entre as questões comportamentais, a maior mudança ocorreu na percepção sobre a pobreza. A parcela dos entrevistados que atribui a pobreza à “preguiça de pessoas que não querem trabalhar” passou de 22% para 40%. Já aqueles que a associam à falta de oportunidades iguais caíram de 76% para 58%, embora essa continue sendo a posição majoritária.
O perfil ideológico também varia conforme o gênero. Entre os homens, 50% foram classificados à direita e 33% à esquerda. Entre as mulheres, a esquerda aparece à frente, com 44%, enquanto a direita soma 37%.
Metodologia
A pesquisa foi realizada presencialmente nos dias 17 e 18 de junho com 2.004 eleitores de 16 anos ou mais em 139 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-09956/2026.
As principais proibições previstas na legislação eleitoral para evitar o uso da máquina pública durante a campanha eleitoral entram em vigor neste sábado (4). O início das restrições começa a valer três meses antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.
Durante o chamado período de defeso eleitoral, candidatos estão proibidos de comparecer a inaugurações de obras públicas. Além disso, sites governamentais devem retirar conteúdos que mencionem candidatos. Somente conteúdos de utilidade pública poderão ser mantidos.
Conforme as regras eleitorais, as páginas oficiais de órgãos dos governos federal e estadual devem retirar do ar nomes, símbolos e imagens que possam identificar políticos ou seu trabalho na administração pública, ainda que a publicação tenha sido realizada em momento posterior ao dia 4 de julho.
Está proibida a realização de publicidade institucional de obras, serviços e campanhas de órgãos públicos. A contratação de shows artísticos com recursos públicos também está proibida.
Os pronunciamentos em cadeia de rádio e televisão estão vetados, mas poderão ser liberados previamente pela Justiça Eleitoral em casos de emergência.
As vedações estão previstas na Lei 9.504 de 1997, a chamada Lei das Eleições, e resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Contratações
Agentes públicos estão proibidos de nomear funcionários públicos, dispensar sem justa causa, exonerar, retirar vantagens, transferir, dificultar ou impedir o exercício funcional dos servidores públicos.
As contratações e demissões só poderão ser realizadas nos casos de nomeação ou exoneração de cargos em comissão, dispensa de funções de confiança ou para garantir o funcionamento de serviços públicos essenciais.
Estão excluídas da proibição as nomeações para os cargos do Judiciário, Ministério Público, dos tribunais de contas e órgãos da Presidência da República.
Os aprovados em concursos públicos só poderão ser nomeados se o certame tiver sido homologado até 4 de julho.
Recursos
Agentes públicos também não poderão fazer transferências voluntárias de recursos do governo federal aos estados e municípios e dos estados aos municípios. Os repasses só estarão liberados nos casos de execução de obras pré-existentes ou calamidade pública.
Convenções
A partir deste domingo (5), está autorizada propaganda interna dos pré-candidatos às convenções partidárias, que poderão começar em 20 de julho. O uso de propaganda externa no rádio, TV ou outdoor está proibida.
Para concorrer às vagas das eleições de outubro, os candidatos precisam ter seus nomes aprovados pelos partidos. A escolha é realizada por meio das convenções.
Eleições
O primeiro turno será realizado no dia 4 de outubro, quando serão eleitos, deputados federais, estaduais, distritais, governadores, senadores e o presidente da República. O segundo turno está marcado para o dia 25, caso seja necessário.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A decisão foi assinada nesta sexta-feira (3/7), após a defesa reiterar o pedido para que Bolsonaro permanecesse em prisão domiciliar.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde 27 de março, por decisão de Moraes, após permanecer internado no Hospital DF Star, em Brasília, para tratamento de uma broncopneumonia bacteriana.
90 dias O prazo inicial de 90 dias expirou na última quinta-feira (25/6). Durante esse período, Bolsonaro cumpriu as regras impostas por Moraes.
Nas últimas semanas, porém, a defesa informou que o ex-presidente voltou a apresentar crises de soluço e pediu a realização de novos exames.
No mesmo período, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) apreendeu uma arma registrada em nome de Bolsonaro durante uma abordagem envolvendo um agente de segurança, o que levou à abertura de um inquérito.
Ao longo da prisão domiciliar, Bolsonaro recebeu a visita de quase todos os filhos, com exceção de Eduardo Bolsonaro, que permanece nos Estados Unidos.
Os encontros na residência ficaram restritos a um grupo autorizado por Moraes. Além dos filhos e netos autorizados, profissionais de saúde, prestadores de serviço, seguranças e funcionários puderam ingressar no imóvel.
Bolsonaro mora com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, a filha Laura e uma sobrinha. Como vivem na residência, eles não dependem de autorização judicial para permanecer no local. A exigência vale para outros familiares, como ocorreu com as netas do ex-presidente, cuja entrada precisou ser autorizada por Moraes.
Conforme determinação do ministro, Bolsonaro permaneceu proibido de utilizar celular, telefone ou qualquer outro meio de comunicação externa, direta ou indireta, inclusive por intermédio de terceiros. Relatórios da PMDF não apontam descumprimento dessas restrições.
O ex-presidente deixou a residência apenas uma vez, para realizar um procedimento no ombro. Ele permaneceu internado por quatro dias e, em seguida, retornou ao cumprimento da prisão domiciliar.
Diferentemente do período em que Bolsonaro cumpriu prisão domiciliar em 2025, desta vez ele não recebeu visitas de aliados políticos. A restrição foi imposta por Moraes ao conceder a prisão domiciliar humanitária, sob o argumento de evitar a exposição do ex-presidente a novas doenças, diante do quadro de saúde considerado vulnerável.
As procuradorias do estado de São Paulo e da Fazenda Nacional protocolaram, na quarta-feira (1º), pedido conjunto pela falência das empresas que compõem o Grupo Dolly, responsável pela famosa marca brasileira de refrigerantes.
O pedido foi direcionado à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, que conduzia há quase oito anos a recuperação judicial do grupo.
O que aconteceu com a empresa? Iniciado em 2018, o processo foi extinto, sem conclusão, em maio deste ano. A empresa então passou a considerar uma recuperação extrajudicial, buscando acordo com seus credores fora da Justiça. Porém, a Dolly não foi capaz de cumprir os requisitos legais para seguir com o novo processo.
Os procuradores sustentam que o grupo utilizou a recuperação judicial para ganhar tempo sem efetivamente regularizar seus débitos tributários, suspendendo execuções fiscais e impedindo medidas de constrição patrimonial.
A União e o estado de SP afirmam que todas as tentativas tradicionais de cobrança foram frustradas.
A petição destaca que o passivo fiscal era apresentado como a principal causa da crise, mas nunca foi efetivamente equacionado.
O passivo tributário da empresa é avaliado em R$ 15,746 bilhões em inscrições de dívida ativa.
Segundo o documento enviado pelas procuradorias, grande parte desse valor é considerada exigível e sem garantias suficientes.
Os procuradores descrevem manipulações contábeis, sucessões societárias e confusão patrimonial entre as empresas do grupo, de modo que a ação aponta a existência de um suposto esquema para:
O CNN Money tenta contato com a empresa e mantém o espaço aberto para posicionamento.
A defesa de Jair Bolsonaro reforçou nesta sexta-feira (3) o pedido feito ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o ex-presidente seja mantido em prisão domiciliar.
Em manifestação enviada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, os advogados afirmaram que Bolsonaro não cometeu falta disciplinar grave no caso da apreensão de uma arma com um dos seus seguranças particulares.
Os advogados citaram a decisão na qual a Polícia Civil do Distrito Federal não indiciou o ex-presidente. Segundo a corporação, a arma está legalizada, e Bolsonaro não cometeu nenhum crime.
Além disso, a defesa disse que o ex-presidente não tem interesse na restituição do armamento.
“Os elementos agora produzidos, portanto, apenas reforçam as razões já deduzidas pela defesa na manifestação anteriormente apresentada acerca da inexistência de falta grave, à regularidade do registro da arma e à completa excepcionalidade da situação submetida à apreciação deste juízo”, afirmaram os advogados.
A defesa também aproveitou para citar as condições de saúde de Bolsonaro para reforçar o pedido de manutenção da prisão domiciliar.
“Diante do exposto, considerando, ainda, as razões médicas já submetidas à apreciação de Vossa Excelência, requer seja reconhecido que os elementos coligidos no curso das investigações corroboram as razões anteriormente deduzidas e, à vista da manifestação da Procuradoria-Geral da República, seja definitivamente afastada qualquer cogitação de falta grave, com o regular prosseguimento da execução penal nos moldes atualmente aplicados”, completou a defesa.
No ano passado, Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo de trama golpista. Em seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar temporária por 90 dias. O ex-presidente se recupera de uma pneumonia bacteriana.
O prazo de 90 dias começou a contar no dia 27 de março e terminou em 25 de maio.
Caberá ao ministro Alexandre de Moraes decidir se a domiciliar será renovada ou se Bolsonaro será enviado de volta para o presídio da Papudinha, em Brasília.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fez críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao comentar a disputa comercial envolvendo a possível aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros pelos Estados Unidos.
O parlamentar afirmou que, em sua avaliação, o governo federal seria responsável por agravar o cenário:
“Lula é o único que quer o tarifaço contra os produtos brasileiros”, declarou.
Segundo ele, a condução da política externa brasileira teria contribuído para o avanço da investigação comercial aberta pelos Estados Unidos.
Flávio também criticou a atuação do governo em relação a temas de política externa e segurança pública. No vídeo, ele afirmou que o Executivo teria adotado posições que, em sua visão, prejudicam a imagem do Brasil no exterior.
Ao tratar do impacto econômico das possíveis tarifas, o senador disse que medidas dessa natureza poderiam afetar empresas e consumidores brasileiros. Ele defendeu que o país não seja alvo de sanções e afirmou que o objetivo deve ser evitar punições econômicas à população.
O parlamentar ainda reforçou sua defesa do Pix, sistema brasileiro de pagamentos instantâneos. Ele destacou que a ferramenta, segundo sua avaliação, deve ser preservada em qualquer discussão internacional.
“O Pix é brasileiro, sem taxa e ninguém mexe”, afirmou.
Flávio Bolsonaro também declarou que já apresentou suas posições em articulações no exterior e disse que seguirá defendendo o tema em discussões internacionais.
Viagem aos Estados Unidos na terça-feira (7)
O senador viajará na próxima terça-feira (7) para os Estados Unidos, onde participará de uma audiência pública no âmbito da investigação comercial aberta pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). O processo analisa possíveis práticas comerciais brasileiras e avalia a adoção de tarifas adicionais sobre produtos do país.
O RN já arrecadou R$ 14,6 bilhões em impostos no primeiro semestre de 2026. O valor representa um aumento de quase R$ 500 milhões em relação ao mesmo período do ano passado, quando a arrecadação foi de R$ 14,15 bilhões.
Os dados são do Impostômetro, ferramenta da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que reúne tributos federais, estaduais e municipais e faz atualização diária dos valores arrecadados em todo o país.
No total, a arrecadação do RN teve crescimento de 3,44% no período. O montante equivale a 0,64% da arrecadação nacional, que chegou a R$ 2,03 trilhões no primeiro semestre deste ano.
No ranking do Nordeste, o estado aparece entre os menores volumes arrecadados. Fica à frente apenas de Alagoas e Piauí, enquanto estados como Sergipe, Bahia e Pernambuco registram valores mais elevados no mesmo período.
De acordo com o economista Helder Cavalcanti, o crescimento está relacionado a fatores como aumento do consumo e reajustes de preços na economia. Ele observa, porém, que o avanço da arrecadação não indica, automaticamente, maior robustez econômica.
Segundo ele, é necessário avaliar outros indicadores, como inflação, emprego, renda e produção.
“O aumento da arrecadação precisa ser analisado junto com esses fatores. Uma arrecadação saudável depende de crescimento econômico real, e não apenas da elevação de preços ou da carga tributária”, afirmou, em entrevista a Tribuna do Norte.
Uma operação conjunta em Mossoró resgatou 25 cães de raça que eram mantidos em situação de maus-tratos e vendidos clandestinamente. Equipes do Instituto Aurora Animal, Abrigo Mossoró, Refúgio Caramelo, Centro de Controle de Zoonoses e Pelotão Ambiental da Guarda Civil Municipal atuaram juntas para retirar os animais de um imóvel com condições precárias.
Os cães foram encontrados em um local que, segundo as entidades envolvidas, funcionava como um esquema de reprodução e comercialização ilegal. No imóvel, as equipes constataram grande acúmulo de lixo, forte odor, falta de higiene e condições totalmente incompatíveis com a manutenção dos animais.
Entre os animais resgatados havia cães de raças como Pinscher, Lulu da Pomerânia, Shih Tzu, além de outras. As organizações de proteção animal informaram que eles viviam sem alimentação adequada, limpeza e cuidados veterinários, apresentando sinais visíveis de negligência e sofrimento devido ao ambiente insalubre.
Após o resgate, todos os animais foram encaminhados ao Abrigo Mossoró e ao Refúgio Caramelo. Nas instituições, os cães passarão por avaliação clínica, tratamento veterinário, receberão alimentação adequada e um período de recuperação antes de serem disponibilizados para adoção responsável.
Os responsáveis pela operação reforçam que maus-tratos contra animais configura crime previsto na legislação brasileira. Eles orientam que casos suspeitos sejam comunicados aos órgãos competentes para investigação e adoção das medidas legais, sendo as denúncias da população fundamentais para identificar e combater situações semelhantes.
Lagoa Nova abre, nesta sexta-feira, o seu Festival Gastronômico 2026, um evento que reúne sabor, cultura e desenvolvimento em um só lugar.
A Praça de Eventos se transforma no palco de uma experiência completa, com a participação de diversos empreendedores da gastronomia local, apresentações musicais e uma programação pensada para valorizar o que a cidade tem de melhor.
Mais do que um evento, o festival representa uma estratégia de fortalecimento da economia, gerando oportunidades para restaurantes, pequenos negócios e profissionais que fazem da gastronomia um verdadeiro motor de desenvolvimento.
Durante os dias de programação, Lagoa Nova se posiciona como destino, atraindo visitantes, movimentando o comércio e impulsionando o turismo na região da Serra de Santana.
A abertura marca o início de uma edição que promete ser histórica unindo tradição, inovação e o talento da nossa gente.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, manter os limites de gastos de campanha para as eleições gerais de 2026 nos mesmos valores adotados no pleito de 2022. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (1º), durante a última sessão do primeiro semestre jurídico da Corte.
Relator do processo, o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, afirmou que não há justificativa para reajustar os tetos de gastos, uma vez que não houve alterações na legislação eleitoral nem aumento do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, mantido em R$ 4,9 bilhões, o mesmo valor destinado às eleições de 2022.
]Segundo o ministro, um eventual reajuste poderia desequilibrar a distribuição dos recursos entre os partidos e comprometer as políticas de inclusão previstas nas normas eleitorais. Nunes Marques também destacou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou o trecho da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 que previa o reajuste do fundo partidário e alertou que elevar os limites de gastos sem ampliar os recursos disponíveis poderia favorecer candidatos que já exercem mandato, reduzindo o espaço destinado às candidaturas femininas e de pessoas negras.
Os profissionais da saúde pública do Rio Grande do Norte terão neste ano a primeira capacitação voltada ao uso medicinal da cannabis. O curso será apresentado nesta sexta-feira (3), em Natal, e deve começar em outubro, de forma online. A formação se destina a profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) e é gratuita. As inscrições serão abertas durante o evento de lançamento da iniciativa, previsto para as 17h.
Destinado a profissionais da saúde de diversas especialidades, o curso oferecerá formação sobre o sistema endocanabinoide, aspectos farmacológicos, aplicações clínicas e outros temas relacionados ao uso da cannabis em diferentes condições de saúde. O curso abrange temas como farmacologia dos canabinoides, indicações terapêuticas, legislação e manejo clínico de pacientes.
Segundo a organização, a “Capacitação de Profissionais da Saúde em Endocanabinologia & Aplicações Médicas de Canabinoides” busca oferecer base científica e prática para quem já atua ou pretende atuar com cannabis medicinal no contexto do SUS. O RN é um dos estados com legislação própria que prevê o fornecimento de produtos à base de cannabis pelo Sistema.
A Associação Reconstruir Cannabis Medicinal (ARCM) explica que, embora pacientes já tenham respaldo legal para utilizar medicamentos à base de cannabis, a formação dos profissionais ainda é um dos desafios para a consolidação dessa terapêutica na rede pública.
“Já faz quase quatro anos que foi aprovada uma lei estadual da cannabis [lei nº 11.055/2022], para promover capacitação, informação e acesso. Agora, estamos concluindo mais uma etapa dessa lei. A primeira etapa foi a pesquisa, que teve início há dois anos”, conta Felipe Farias, presidente da ARCM.
Segundo ele, a capacitação visa preencher a demanda por capacitação qualificada dos profissionais no SUS. “O próximo passo é que a cannabis chegue dentro do SUS”, diz. “Alguns estados já estão mais avançados nesse quesito do acesso, mas estamos trabalhando aqui para que esse seja o próximo passo”.
Farias destaca que a cannabis tem diversas indicações comprovadas pela ciência. Ele cita estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que elenca a eficácia da cannabis e derivados para fins terapêuticos.
Em nota técnica de 2023, a Fiocruz afirmou que as pesquisas com maior nível de evidência são conclusivas ou substanciais para algumas condições de saúde quanto à segurança e eficácia dos canabinoides para reduzir sintomas e melhorar quadros de saúde.
São exemplos: dor crônica; epilepsia refratária; espasticidade; náuseas e vômitos ligados à quimioterapia; e transtornos neuropsiquiátricos, como a doença de Parkinson e distúrbios do sono. O documento também cita pesquisas sobre a potencial segurança e eficácia do uso terapêutico em outras condições, como Transtorno do Espectro Autista (TEA); atividade anticancerígena em determinados processos tumorais; entre outras.
Apesar de avanços na discussão do tema, Farias diz que ainda há desconhecimento da sociedade, e também de profissionais, sobre as descobertas científicas. “Isso acaba prejudicando, no final das contas, o paciente que precisa do remédio para determinado sintoma ou patologia, e acaba que atrasa, e às vezes nem chega a ter, o acesso a esses remédios”, avalia.
O primeiro passo da formação é conscientizar para o fim do preconceito com a planta. O curso também deve abordar a base histórica da cannabis no Brasil e no mundo, com contextos de diferentes especialidades da saúde e casos clínicos.
Para o presidente da ARCM, hoje existem dois debates sobre o uso da cannabis, um sobre o uso clínico e outro sobre o uso adulto (o chamado uso recreativo). “Muitas vezes esse debate acaba se misturando, principalmente por uma questão de preconceito da planta”, diz ele. As discussões envolvem tanto saúde pública como segurança pública.
A Reconstruir Cannabis Medicinal é a primeira associação de cannabis medicinal do RN e tem autorização judicial para o cultivo da planta. A entidade realiza o cultivo, a produção de óleos e outros derivados destinados exclusivamente aos seus associados. O curso foi desenvolvido pela ARCM em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap-RN), a Escola de Saúde Pública do RN e o mandato da deputada estadual Isolda Dantas.